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Frigoríficos goianos diminuem abate para evitar prejuízo

Frigoríficos goianos diminuem abate para evitar prejuízo 

Presidente do Sindicarne afirma que varejistas não repassaram queda no preço para o consumidor (Foto: Agência Brasil)

Como reflexo da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o preço da arroba do boi gordo – que chegou a custar R$ 140 em janeiro – caiu 12% em Goiás. A queda no preço da arroba da vaca gorda foi ainda maior, de 14,3%, saindo de R$ R$ 132 antes da operação para R$ 113 no último dia 5. As informações são do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado de Goiás (Sindicarne).

José Magno Pato, presidente do Sindicarne, afirma que a instabilidade chegou ao setor após a operação porque o consumidor brasileiro é muito sensível a boatos. “Sempre existem conversas sobre contaminações em todos os setores, não apenas na carne. O consumidor para de comprar, mas logo volta ao normal. Nossa expectativa é que em 30 dias o mercado interno comece a estabilizar”, afirma o presidente.

Ainda segundo José Magno, apesar das promoções, o consumidor não percebeu a queda dos preços em sua integralidade direto no bolso porque os varejistas continuaram cobrando caro pelo quilo da carne, mesmo comprando mais barato dos frigoríficos. O embargo de diversos países à carne brasileira também contribuiu diretamente para a queda nos preços.

Mesmo com a boa expectativa para os próximos dias, os donos de frigoríficos goianos tomaram algumas medidas para evitar prejuízos e demissões. A JBS deu férias coletivas de 20 dias para funcionários de dez unidades que realizam abate, uma delas é a de Senador Canedo, Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com José Magno, outros frigoríficos diminuíram a quantidade de animais que vão para o abate por semana. “É um setor que emprega muito em Goiás. Existem cidades em que parte significativa da população depende da empresa. Todo cuidado para manter os postos de trabalho está sendo tomado”, conta o presidente.

Campo

Para os produtores, a estratégia para passar pelo período com menor prejuízo é manter os animais no pasto a maior quantidade de tempo possível. É o que afirma a assessora técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Christiane Rossi.

Com dificuldade de adubação e consequente baixa na qualidade da pastagem, a oferta de animais já estava pequena desde o início do ano. Porém, diz Christiane, com o aumento da chuva, o produtor está conseguindo segurar os animais ou vender o mínimo possível. “A estratégia é esperar a redução dos estoques dos frigoríficos, que já sabemos que estão procurando por animais”, afirma a assessora.

Operação

Com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo fiscais agropecuários a serviço do Ministério da Agricultura e donos de frigoríficos nos estados do Paraná, de Minas Gerais e Goiás, a Operação Carne Fraca foi deflagrada no dia 17 de março.

Ao todo, foram expedidos 27 mandados judiciais de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão. Ao todo, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades.

 

Fonte: Mais Goiás 

 

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